terça-feira, 12 de março de 2013

Estatuto da Juventude em Pauta no Senado Federal.

Na última segunda feira (11 de março) o Senado Federal, por meio da Comissão de Assuntos Sociais (CAS) fez uma audiência pública para debater o projeto do Estatuto da Juventude (PLC 98/11), após requerimento feito pelo relator do projeto, o senador Paulo Paim (PT-RS). 

Desde que chegou ao Senado, o texto do Estatuto da Juventude já foi aprovado pela comissão de Constituição, Cidadania e Justiça, e futuramente será analisado pelas comissões de Educação, Cultura e Esporte e a de Direitos Humanos.

dentre os convidados que participaram da audiência pública, destacam-se o senador Randolfe Rodrigues (PSOL - AP), Severine Macedo - secretária nacional de Juventude, Rebeca Ribas - vice-presidente do CONJUVE, Alessandro Melchior Rodrigues - da associação brasileira de Lésbicas, Gays, Bissexuais, Travestis e Transexuais e Manuela Braga - presidente da UBES.

Jovem Bem Orientado Não é Manipulado!

A Campanha da Fraternidade neste ano coloca a sociedade, o governo e a Igreja em sinal vermelho. O que estas três esferas têm oferecido aos jovens?

Os jovens passam por uma crise de sentido, de certezas. O que tem sido feito para orientá-los?
Cada vez mais se estabelece relações entre as pessoas a partir do interesse, da indiferença e do utilitarismo. O que tem sido feito para educar as novas gerações de gratuidade?

A publicidade e o mercado criam realidades ilusórias, necessidades que provocam o descontrole do consumismo em crianças, jovens e adultos. O que se tem feito para criar a consciência de um consumo sadio e consciente?

O avanço tecnológico vai garantido maior acesso a internet, aos meios de comunicação e redes sociais. O que se tem dialogado com as crianças, adolescentes e jovens sobre o uso correto desses meios?

Infelizmente, aos poucos vai se perdendo os parâmetros do que é bom e mal, correto e errado.

Muitos jovens perdem o sentido da vida, estão ausentes a dimensão do futuro e da esperança. Assustadoramente, cada vez mais jovens se perdem no álcool, nas drogas e no extermínio de sua própria vida. São eles também, os jovens, vítimas de assassinatos.

O limite, o "não” parece inexistir, pois é tomado como limitação da liberdade e por isso mesmo corre-se o risco com a formação de gerações que desconhecem limites e o respeito aos outros.

Não basta a indicação dos riscos pelos quais enfrentam a juventude. Jovem bem orientado não é manipulado, pois é capaz de assumir suas decisões com determinação. É capaz de se colocar diante do mundo, de suas solicitações com uma nova postura: não se deixar levar somente pelo que está na moda e na "boca da galera”. Sabe utilizar as redes sociais com discernimento e limite. Vê na família o porto seguro, o lugar do aconchego, do carinho e da formação de valores.

O jovem sabe que sua vida está interligada ao destino das outras pessoas e ao futuro da humanidade. Sabe que a fé em Deus e a sua participação na Igreja são tesouros preciosos, do qual não se pode abrir mão.

"A Igreja olha para os jovens com esperança”. (Bento XVI). Além de serem esperança, os jovens são heróis dos tempos pós-modernos; capazes de superarem as injustiças e corrupção, de serem fermentos em meio aos idealismos, de defenderem o bem comum, de promoverem o diálogo e o encontro, de serem autênticos e participativos, de preservarem e cultivarem a fé, o amor a Deus e ao próximo... Cada dia mais os jovens são convocados a serem protagonistas de uma sociedade mais justa, fraterna, inspirada no Evangelho: a CIVILIZAÇÃO DO AMOR. Fica o conselho de um pai espiritual aos jovens: "Permiti que o mistério de Cristo ilumine toda a vossa pessoa! Então, podereis levar aos vários ambientes aquela novidade que pode mudar relacionamentos, as instituições e as estruturas, para edificar um mundo mais justo e solidário, animado pela busca do bem comum. Não cedais a lógicas individualistas e egoístas! Que vos conforte o testemunho de muitos jovens que alcançaram a meta da santidade.” (Bento XVI).

Por Geraldo Trindade.
FONTE: pensarparalelo.blogspot.com / Adital.

Mulher Jovem: Condição e Implicações.

Dia 8 de Março, data importante para a luta internacional das mulheres, gostaríamos de provocar algumas reflexões acerca da mulher jovem, afinal, ser "homem” e "mulher" diferencia e particulariza dimensões fundamentais da condição juvenil. Por isso, entre outras questões, preferimos falar de "juventudes” no plural, na perspectiva de evidenciar a heterogeneidade dessa condição.

Assim, devido às relações sociais de gênero estabelecidas historicamente em nossa sociedade, as mulheres ocupam as piores posições sociais, nas mais diferentes áreas, o que reafirma a idéia de feminização da pobreza.

Embora as mulheres representem hoje 51% da população brasileira, podemos afirmar com segurança, que o retrato feminino no Brasil ainda está longe de mudar de fisionomia. As mulheres são o setor mais precarizado e mais pobre da classe trabalhadora. Elas recebem salários diferentes para a mesma função, compõem menos cargos de direção e estão nas profissões mais desvalorizadas, sobretudo as mulheres jovens. A AIDS é a primeira causa de morte em mulheres jovens (entre 20 e 35 anos). O Brasil está em quarto lugar no número de mães solteiras, sendo que em sua grande maioria trata-se de mulheres jovens. A violência de gênero que atinge 25 a 50% das mulheres, atinge sobremaneira a mulher jovem, como forma de impor a vontade e controle masculino sobre os corpos e vidas. A mercantilização do corpo da mulher jovem a partir do tráfico de mulheres ao redor do mundo contabiliza a terceira maior rede, perdendo apenas para armas e drogas.

Por outro lado, a exposição massiva de seus corpos (geralmente sexualizada) em propagandas tem contribuído para difundir um modelo padronizado de beleza, o que tem gerado doenças às mulheres e 31 bilhões em lucro esse ano para a indústria da beleza.

Nesse sentido, queremos reafirmar a necessidade de políticas públicas para as jovens, políticas universais e ações afirmativas a fim de reparar o lamentável cenário de desigualdade social.

Sem licença e nem favor!

FONTE: Observatório Capixaba de Juventude / Adital.

terça-feira, 26 de fevereiro de 2013

Juventude Aprisionada.

No Estado de São Paulo, somente no mês de janeiro de 2013, foram presas 10.125 pessoas. No ano de 2012, foram 108.000 pessoas presas em SP; a grande totalidade formada por jovens de 18 a 30 anos. Esse aceleramento de prisões também se reflete em todo o Brasil.

É tempo de rever nossas ações. É tempo de a Igreja, a Pastoral Carcerária, os movimentos sociais, e todos os conselhos ligados à Justiça Penal, verificarem as suas estratégias de trabalho, pois todas as ações até o momento não têm reduzido esta chaga social chamada "encarceramento em massa"!

Mesmo com todas as ações consistentes em seminários, audiências publicas, manifestos, cartas às autoridades, denúncias das violações, trabalho em redes sociais, trabalhos com os movimentos nacionais e internacionais, sequer o sofrimento dos atingidos pelo encarceramento em massa é diminuído. São cada vez mais numerosas as pessoas pressas, os familiares, as pessoas egressas, com danos cada vez maiores não apenas a essas, que são a classe mais vulnerável do sistema, mas à própria sociedade, aflita com uma crescente violência, cujas causas verdadeiras ficam escondidas embaixo das cortinas da mídia sensacionalista e discriminatória.

Vivemos sob a regência de um sistema penal que, ao aprisionar em massa as pessoas mais pobres e privilegiar a minoria mais rica, não infringe nenhuma regra. A Constituição proíbe a pena de morte, mas, na prática, vemos, diariamente, jovens sendo executados nas periferias ou presos em unidades cada vez mais superlotadas e insalubres. A Constituição veda a pena perpétua, mas milhares de pessoas egressas do sistema prisional carregam, pelo resto da vida, o estigma de ter passado pelo violento sistema prisional, com o sério risco de se tornar novamente presa fácil das agências de controle nas periferias do país.

Em uma sociedade tão desigual, tamanho cenário de violência não admite interpretações ingênuas: as políticas de extermínio e de encarceramento em massa são, na prática, a nossa Lei a oferecer sacrifícios humanos com a finalidade de assegurar a manutenção dos bens das pessoas "de bens” da sociedade.

Ao mesmo tempo, a grande massa social, mecanizada pelos meios de comunicação, reproduz o discurso da Lei que prende e aniquila as vidas das pessoas mais frágeis, sem se dar conta do que une todas as populações pobres desse país: em menor ou maior grau, somos todos massacrados para manter e aprofundar as desigualdades geradas por um sistema em que poucos têm muito e exploram os muitos aos quais restam as migalhas e a violência do Poder Público.

Lembremos que Jesus Cristo, o justo, foi preso, condenado e executado no rigor da Lei. Está mais do que na hora de, reconhecendo nos rostos das irmãs e irmãos mortos e encarcerados o rosto de Jesus Cristo desfigurado pelo pecado. É hora é de reagirmos, nossos jovens merecem outro futuro!


Por Padre Valdir João Silveira - Coordenador da nacional da Pastoral Carcerária
FONTE: CNBB / Adital / Carcerária.org

Juventude(s): Estado Para Que e Para Quem?

Vivemos em uma sociedade que por muitos anos foi massacrada por um poder totalitário ligado a uma compreensão de Estado pouco sensível aos anseios da classe juvenil. Os movimentos juvenis, com grande participação dos grupos eclesiais, lutaram pela democracia. Porém, atualmente, apesar de tantos esforços, a juventude e o Estado parecem tão distantes. De um lado a cultura da corrupção; de outro o medo do envolvimento na política e a decepção com os diversos escândalos que assombram o Brasil. Lembramos também, o preconceito, a falta de valorização e o descuido com a vida dos jovens. Define-se com mister, compromisso recíproco dos diferentes entes da sociedade e do Estado , em garantir a vida plena, especialmente a vida dos jovens.

Na época da ditadura, o Estado não tinha apenas o monopólio, do poder político, mas também da imprensa e da economia. A liberdade era restringida a poucos, e os jovens, de espíritos renovados e pensamentos aflorados, eram reprimidos ao tentar se expressar. O conflito com o Estado era constante; a luta para ter voz, vez e lugar continuou incessante até a vitória da redemocratização – frágil vitória, diga-se de passagem. Logo na primeira eleição presidencial, veio a decepção da corrupção. A luta de mais de 20 anos, foi desprezada pelo ocupante do cargo de maior relevância na política brasileira. O que era desejo da juventude da época virou o pesadelo. O problema da corrupção desencadeia outros problemas: infraestrutura precária, desemprego entre a juventude, desigualdade social, educação deficitária e um sistema de saúde ineficaz.

O Estado, na sua configuração atual, tem como sua principal obrigação garantir a propriedade privada; mas que propriedade? Certamente não é a propriedade dos pobres. Eles têm muito pouco. E os jovens menos ainda, pois no processo econômico/social hodierno, os jovens, especialmente os oriundos de famílias pobres, tem dificuldades em conquistar o seu espaço. Aos olhos do pensamento neoliberal são fracassados, incompetentes para assumir responsabilidades. Não se coloca como tema de discussão a ausência de oportunidades para estes jovens. Um país historicamente desigual como é o Brasil necessita modificar a estrutura do Estado. Isto para que seja promotor da vida e compromissado com o bem de todos, principalmente da juventude marginalizada.

Porém, sabemos que a situação para quem está no poder, no controle do Estado ainda é confortável. A desmotivação da juventude e dos brasileiros em geral com a política da forma como é exercida, contribui para manter os dragões nos altos cargos, com altos salários.

Nesse panorama, de forma alvissareira, aparece o protagonismo juvenil. O mesmo protagonismo que ajudou a derrubar a ditadura no século passado. O mesmo fervor e a mesma luta. A acomodação não transforma, não revoluciona, não renova e não traz vida. A cultura da corrupção deve ser combatida no dia-a-dia, acabando com esta prática que assola o mundo, mas em especial o Brasil. O controle social aparece como uma ferramenta forte de toda a sociedade. Trará muitos benefícios, principalmente para os jovens. Utilização de espaços como conselhos e conferências, são os principais instrumentos de uma verdadeira democracia. Aquela que é exercida pelo povo em todos os seus atos. É nesses espaços que a juventude participa, clamando e denunciando, quando necessário. Os grupos de jovens, eles de igreja, política ou diversão, não são inúteis, pelo contrário, são neles que se amadurecem as ideias e a práxis. A Pastoral da Juventude, por exemplo, que comemora 40 anos em 2013, não participa da Igreja com o intuito de se fechar para si, mas para dar a vida por toda a juventude. Entre esses 40 anos de caminhada, diversas campanhas, mobilizações e encontros foram realizados. Destacamos a Campanha Nacional contra a Violência e o Extermínio de Jovens, denunciando a morte de, em média, 54 jovens a cada dia no Brasil, sendo 80% negros. É compromisso do jovem com o Estado, denunciar essas mazelas e participar ativamente para destruí-las.

Seria preciso um estudo mais aprofundado para buscar soluções ao descompromisso mútuo entre Estado e juventude. O Estado tem a obrigação de promover a vida e a juventude de participar dessa promoção. Para o trabalho em comunhão, uma nova cultura há de ser implantada. Ultimamente o governo do país, devido as pressões de segmentos da juventude organizados, tem buscado criar melhores condições de vida para os jovens, em especial à juventude negra e pobre. Contudo, a melhoria das condições de vida é um processo lento, questão de tempo e de uma boa administração, também, de ambas as partes. Não obstante, não queremos apenas dinheiro e riqueza material para o amanhã. Como diz a música dos Titãs: "a gente não quer só comida. A gente quer comida, diversão e arte”.

O jovem vive hoje com muitos sonhos e desejos de agir e transformar as coisas que não concorda e não acha certo. É necessário afirmar que o jovem não é o futuro da sociedade, mas o presente, atuando de forma prática na comunidade onde está inserido. Tudo isso tem despertado a vontade de ter um envolvimento maior nas decisões e espaços onde pode estar contribuindo para que a cada dia a vida se torne melhor.

Atualmente muitos são os espaços que os jovens estão ocupando, tais como: conselhos municipais, cargos eletivos, movimentos sociais, grupos, grêmios estudantis e outros espaços de lideranças.

Paralela a essa vontade do jovem estar cada vez mais interessado e disposto a ocupar estes espaços, está a função das políticas públicas de juventude. Cabe aos governos chamar a juventude a participar dos processos de diálogo sobre o que pensa a juventude e quais são as suas necessidades mais urgentes. É neste momento que os jovens exercem a sua capacidade organização, para juntos construírem as políticas públicas necessárias aos jovens.

Outra tarefa do jovem que está inserido no meio social é a fiscalização do poder público, do destino dos recursos governamentais voltados à aplicação das políticas públicas. Cabe à juventude exercer o papel de cobrar e fiscalizar. Precisa estar presente em todas as etapas do processo, desde a elaboração das políticas públicas até a aplicação dos recursos destinados para tal fim e a sua gestão.

Queremos uma juventude que seja protagonista da sua história, participando se envolvendo e buscando alternativas. Queremos que o grito dos jovens ecoe pelos quatro cantos do País e seus anseios e desejos sejam concretizados. Afinal a juventude quer ser visível e quer que o Poder Público faça a sua parte no enfrentamento dos desafios propostos vai à luta com coragem e esperança.

Precisamos de uma juventude organizada em diversos espaços, pensando e debatendo as questões do jeito que sonha e acredita. Queremos um processo construído com a participação de todos, fazendo chegar às bases as conquistas e as mudanças. Não podemos ficar invisíveis ao poder público. Para isso precisamos estar em sintonia e termos claro aquilo que almejamos para, com muita luta e garra, irmos ao encontro do nosso objetivo maior, que é a concretização dos nossos sonhos. Sabemos que, somente inseridos nos espaços de discussão e construção coletiva, teremos a oportunidade de reafirmar os desejos que temos. O jovem precisa ser protagonista, ser agente de transformação por onde passa, deixando a marca do seu compromisso enquanto cidadão.

É nosso dever, enquanto jovens, cobrar do Poder Público os nossos direitos e a aplicação das políticas públicas de juventude. Não basta apenas reunir a juventude e colher sugestões, mas é preciso colocar em prática essas pretensões almejadas. Importante criar ambientes de diálogos, mas é necessário, e se faz urgente, a aplicação destas sugestões repassadas. Por outro lado, cabe a cobrança por parte dos jovens. Não devem aceitar que suas reivindicações fiquem apenas em registros, mas como mecanismos de transformação para melhorar a vida dos jovens.

É necessária a compreensão da diversidade juvenil. Precisamos de políticas públicas de inclusão social, frente a várias expressões juvenis existentes no País, com suas características e de acordo com aspectos sociais, econômicos e territoriais, garantindo assim que seja alcançado o objetivo que eles propõem.

Essa agenda de trabalho com a juventude deve estar na pauta das discussões políticas do Brasil, tendo em vista que os jovens compõe o grupo mais atingido pelas transformações que acontecem na sociedade.

Diante disso, cabe à juventude a mobilização, organização, diálogo, a presença nos espaços, a construção coletiva, e a cobrança também, cada um fazendo a sua parte e contribuindo cada vez mais com a sociedade que buscamos e acreditamos. Sonhamos com dias melhores e queremos uma juventude atuante com voz, vez e lugar, dialogando de forma aberta e respeitando a diversidade e as expressões juvenis, fazendo com que o Poder Público se sensibilize e realize os projetos que possam melhorar a vida da juventude, sempre pensando em todos. A juventude – pobre ou rica, rural ou urbana, negra ou branca – quer ser ouvida, quer ter direitos e deveres, quer transformar, quer a liberdade e quer viver. Da luta não nos retiremos; do Estado participaremos! Afinal, Estado para que e para quem? Vale a pena continuarmos a refletir. 

Por Érico de Anhaia Martins, Matheus Fernandes da Silva, Wagner Azevedo – PJ Arquidiocese de Passo Fundo/RS. FONTE: CNBB / Adital.

quarta-feira, 13 de fevereiro de 2013

Campanha da Fraternidade 2013 Define a Juventude Como Tema.


A quarta feira de cinzas (13 de fevereiro) foi o dia escolhido pela Conferência Nacional dos Bispos do Brasil para o lançamento da Campanha da Fraternidade (CF) desse ano. A CNBB adotou a juventude como o temário principal, utilizando a seguinte frase: Fraternidade e Juventude: “Eis-me aqui, envia-me” (Is 6,8).

A escolha do tema demonstra a atenção da CNBB para a necessidade de evangelização dos jovens brasileiros. Essa preocupação não é recente na instituição, uma vez que o tema juventude já foi tratado na campanha de 1992, contudo, a que se inicia nesse ano terá um reforço significativo para atrair o jovem à vida religiosa, uma vez que o Brasil irá sediar a Jornada Mundial da Juventude no mês de julho, no Rio de Janeiro.

Segundo o presidente da Comissão Episcopal Pastoral para a Juventude da CNBB, dom Eduardo Pinheiro, os objetivos da Campanha da Fraternidade 2013 são de lançar um olhar para a realidade juvenil, compreendendo assim a riqueza de sua diversidade, potencialidades, para que a igreja católica possa propor aos jovens um momento de reflexão sobre seus atos e condição de vida. Diante disso, a CF pretende acolher e mobiliza jovens de todas as regiões para lhes oferecer uma orientação voltada ao seu protagonismo cristão com o objetivo de fomentar a vivência religiosa e a construção de uma sociedade fraterna, justa e pacífica.

A Campanha da Fraternidade será lançada em Brasília, na sede da CNBB e também em Natal, na arquidiocese que deu início à campanha em 1962. Além das autoridades religiosas, a cerimônia também contará com a presença do presidente da Ordem dos Advogados do Brasil (OAB), Marcus Vinicius Furtado, do ministro-chefe da Secretaria Geral da Presidência da República, Gilberto Carvalho, além de outras representações políticas.

Secretário da Juventude da CTB Fala Sobre Jornada de Lutas.

A juventude da CTB participa desde fins de 2012 de uma ampla rede de juventudes estudantis, sindicais, dos movimentos sociais e políticas, cujo objetivo é impulsionar a mobilização juvenil para avançar nas mudanças, para a inclusão da juventude no projeto nacional de desenvolvimento e a defesa da democracia.

"As Centrais Sindicais preparam uma jornada para o dia 6 de março, em Brasília, com a qual devemos contribuir ativamente. Além disso, as juventudes também preparam uma Jornada de Lutas, entre os dias 25 a 29 de março", destaca Paulo VInícius, secretário da Juventude da CTB.

De acordo com o líder sindical, no dia 23 de fevereiro acontece uma Plenária Nacional do movimento, cuja representação dos estados depende de que as juventudes em cada capital se reúnam para definir os representantes para esse evento nacional e articular a jornada no seu estado. "É importante participarmos dessa articulação e imediatamente buscarmos os recursos para a ida, posto que não há a possibilidade de financiamento", afirma.

O dirigente lembra que é importante o envolvimento dos jovens trabalhadores e dos coletivos na Jornada, "em especial num ano de Congresso da CTB, em que precisamos realizar os encontros estaduais de juventude". A CTB orienta que a juventude militante se informe e participe das reuniões da Jornada de Lutas na sua região.

Clique e acesse o documento da Jornada de Lutas da Juventude

Fonte: CTB