quarta-feira, 13 de fevereiro de 2013

Ministério da Saúde Lança Manual de Atenção Integral a Adolescentes e Jovens Vivendo Com HIV/Aids.

"A epidemia de aids entre adolescentes e jovens, ao longo dos últimos 30 anos, mantém-se como um desafio para os profissionais de saúde, tanto no campo da prevenção de novos casos, como no campo do tratamento, especialmente em função da tendência ao aumento da prevalência da infecção pelo HIV na população jovem”. Assim começa o Manual de Atenção Integral a Adolescentes e Jovens vivendo com HIV/Aids, lançado pelo Ministério da Saúde neste ano de 2013.

A versão 2013 da cartilha já está disponível para download no site do ministério através do link. Ela tem como objetivo apresentar aos profissionais da saúde aspectos do cuidado integral que promovam a qualidade de vida e assistência a essa população.

Os temas abordados estão relacionados aos aspectos epidemiológicos da infecção pelo HIV nesse grupo populacional, considerações sobre a adolescência, revelação do diagnóstico, adesão ao tratamento, saúde sexual e reprodutiva, avaliação nutricional e transição.

Os assuntos que compõe o documento foram elencados a partir da discussão realizada com representantes da Rede Nacional de Jovens Vivendo com HIV e Aids, profissionais e pesquisadores. A elaboração do conteúdo, segundo o Ministério, foi baseada em evidências científicas e experiências propostas por um Grupo de Trabalho composto por profissionais que atuam com essa faixa etária.

Um dos objetivos da publicação é o de apresentar aos profissionais da saúde aspectos do cuidado integral, que promovam a qualidade de vida e a qualidade da assistência, este documento aborda temas relacionados aos aspectos epidemiológicos da infecção pelo HIV nesse grupo populacional, considerações sobre a adolescência, revelação diagnóstica, adesão ao tratamento, saúde sexual e saúde reprodutiva, avaliação nutricional e transição.

FONTE: Adital.

Carnaval e Juventude.

O carnaval comparece cedo neste ano. Ele depende da data da páscoa. Como desta vez ela acontece ainda em março, é preciso ir recuando o calendário, para que entre o carnaval e a páscoa caiba o tempo da quaresma.

Assim se comprova, de novo, que o carnaval nasceu como um evento secundário, colocado em referência a outro, mais importante. No caso, o carnaval se desenhou no contexto da expectativa da quaresma, que se constitui num tempo prolongado, bem programado, com metas bem estabelecidas, e com uma cadência bem orquestrada, de apelos positivos para a vivência de valores evangélicos.

Era para começar bem a quaresma, que o carnaval servia de marco divisório, apontando para a quaresma, com seu começo na quarta-feira de cinzas. Mas, o que continua tendo um valor secundário, assumiu uma importância muito grande. A ponte de se tornar, para muita gente, o evento maior do ano.

Assim, o que era acidental, passou a central. O que era simples aperitivo, tornou-se o prato principal. E com frequência acontece,que se exagera no aperitivo, e se perde o banquete! Como evento importante, é preciso reconhecer que ele foi agregando valores, e ao mesmo tempo suscitando riscos.

É inegável o valor cultural e simbólico que o carnaval assume, nas suas diversas manifestações, sobretudo em algumas regiões diferenciadas do Brasil. Mérito especialmente das escolas de samba, mas também de uma política equilibrada de promoção do carnaval, especialmente em alguns Estados com mais tradição.

Mas é inegável que muitas práticas carnavalescas descambam para a irresponsabilidade moral, expondo as pessoas a graves riscos, não só de envolvimento em atitudes de devassidão, mas em frequentes perigos de vida,como consequência dos exageros, que se procura justificar invocando para o carnaval uma permissividade ilusória, que abre caminho para atitudes equivocadas, com sérias consequências de toda ordem.

Se a este contexto somamos os abusos na bebida, a irresponsabilidade no trânsito, o consumo de drogas, se completa o quadro de ambiguidades e de excessos, que expõem as pessoas a sérios riscos, de que elas na hora não se dão conta, tornando assim ainda mais perigosos os ambientes resultantes destas ambiguidades do carnaval.

Quem mais está exposto a estes exageros é a juventude. Por sua sede de experiências fortes e de liberdade total, facilmente os jovens se tornam vítimas dos seus próprios exageros.

Neste ano, passado o carnaval, a juventude estará no centro de nossas atenções, pela Campanha da Fraternidade. Foi muito oportuna esta opção da CNBB, de fazer da juventude o tema central deste ano. E de novo, o confronto do carnaval com a quaresma se torna símbolo da situação da juventude.Para o carnaval os jovens vão, sem precisar de convite. Para refletir sobre suas vidas, no contexto da Campanha da Fraternidade, temos que encontrar maneiras de nos aproximar dos jovens, e convidá-los a participar.

Neste ano, o carnaval acontece sob o impacto da tragédia de Santa Maria, e com a disposição do policiamento de coibir rigorosamente os motoristas de dirigirem alcoolizados. Que estes dois fatores sirvam de alerta a todos. Para que, passado o carnaval, possamos viver com intensidade o tempo da quaresma. Que ela seja bem vinda!

Por Dom Demétrio Valentini.
FONTE: Adital.

quinta-feira, 31 de janeiro de 2013

Brasil Tem Como Principal Causa de Morte Entre Jovens o Homicídio.

Entre os países da América Latina, a Argentina, Chile e Uruguai têm os assassinatos em 12ª colocação, enquanto na Europa Ocidental, que inclui países como Inglaterra, França e Espanha, as mortes violentas ficam em 50ª lugar.

Em quase todos os países do mundo, assim como no Brasil, as principais causas de mortes entre as pessoas são doenças como as cardíacas, isquêmicas, acidentes vasculares cerebrais, câncer, diarreias e HIV. Mas, outro fator vem ganhando as primeiras posições nas últimas décadas: o da violência. Segundo dados da Vigilância de Violências e Acidentes do Sistema Único de Saúde (Viva SUS 2008-2009), o homicídio tem ficado em terceiro lugar do ranking de causas de mortes dos brasileiros e, estratificando-se pela faixa etária de 1 a 39 anos, este número alcança a primeira posição.

Ratificando este índice, de acordo com a pesquisa Global Burden of Disease (GBD) – Carga Global de Doença, em português, publicada neste mês pela revista inglesa The Lancet e organizada pela Universidade de Harvard, dos Estados Unidos, o Imperial College, de Londres, e a Organização Mundial da Saúde (OMS), o fator violência é apontado como a principal causa de mortes entre jovens no Brasil e Paraguai. Entre os países da América Latina, a Argentina, Chile e Uruguai têm os assassinatos em 12ª colocação, enquanto na Europa Ocidental, que inclui países como Inglaterra, França e Espanha, as mortes violentas ficam em 50ª lugar.

Dados nacionais desenvolvidos pela Secretaria de Direitos Humanos da Presidência da República (SDH), o Fundo das Nações Unidas para a Infância (Unicef), o Observatório de Favelas e o Laboratório de Análise da Violência (LAV-Uerj) divulgados no mês de dezembro de 2012 destacam a parte deste número de homicídios que acontece ainda na adolescência. De acordo com o Índice de Homicídios na Adolescência (IHA), criado em 2007 por estas instituições, o número de mortes entre jovens de 12 a 18 anos vem aumentando ao longo do tempo. Para cada mil pessoas nesta faixa etária, 2,98 é assassinada. O índice em 2009 era de 2,61. Este índice representa cerca de 5% dos casos de homicídio geral. Entre as principais causas de homicídio está o conflito com a polícia. E o estudo aponta uma expectativa não muito animadora: até 2016 um total de 36.735 adolescentes poderão ser vítimas de homicídio.

Para Luiz Eduardo Soares, cientista político e especialista em segurança pública, esse quadro já não é novidade para quem estudo o assunto, mas traz uma reflexão urgente. “Há 20 anos estamos vendo este cenário se repetir. E é isso que o torna cada vez mais grave porque sabemos quem são as vítimas, mas não somos capazes de ajudá-las, de reverter estas estatísticas”, lamenta.

Doriam Borges, do LAV-UERJ e um dos responsáveis pelo levantamento do IHA, explica que o índice de homicídios entre os jovens expressa a metamorfose que a violência vem sofrendo ao longo do tempo. “Nas décadas de 1960 e 1970, a violência era caracterizada por assalto a bancos e, embora houvesse homicídio e latrocínio, o número era menor. Atualmente, o tráfico de drogas nacional e internacional foi ganhando força no país, mas o que é mais relevante é o aumento do tráfico de armas e a facilidade de acesso a estes instrumentos”, explica.

Além de idade, as vítimas têm cor:

Em artigo publicado pela Carta Capital em agosto do ano passado, ‘A violência contra jovens negros no Brasil’, o especialista em análise política pela Universidade de Brasília (UNB) e ex- consultor da Unesco e da Fundação Perseu Abramo para o tema das relações raciais e de juventude, Paulo Ramos, aponta que o diagnóstico apresentado ao Conselho Nacional de Juventude (Conjuve) pelo Governo Federal, baseado no DataSUS/Ministério da Saúde e no Mapa da Violência 2011, mostra que em 2010 morreram no Brasil 49.932 pessoas vítimas de homicídio, um total de 26,2 para cada 100 mil habitantes.

Dessas vítimas, 70,6% eram negras. No mesmo ano, 26.854 jovens entre 15 e 29 sofreram homicídio, ou seja, 53,5% do total de vítimas em 2010. Destes 74,6% eram negros e 91,3% do sexo masculino. Paulo Ramos reforça ainda que faltam força e organização política para a mudança deste cenário. ‘Existe uma dissonância entre elementos fundamentais para o êxito de uma ação que vise combater os homicídios de jovens negros. Para estas políticas, quando há orçamento, não há reconhecimento de diferenças; quando o projeto aborda a juventude negra, não há recursos. E quando há reconhecimento com recursos, não existe foco nos jovens mais vulneráveis’, explica, no artigo.

Em entrevista à EPSJV/Fiocruz, o consultor relembrou que estes índices de violência aos jovens negros vêm sendo apontados há muito tempo pela sociedade civil e por organizações não-governamentais, mas pouco tem sido feito para mudar essa realidade. “Se pegarmos o histórico, em 1968 foi lançado um livro chamado ‘O Genocídio do Negro no Brasil’; uma década depois, em 1978, foi criado o Movimento Negro Unificado, um ato cujo estopim foi a morte de alguns negros em São Paulo. Fora isso, existem iniciativas de comunidades negras como a criação de uma carteirinha contra a abordagem violenta de policiais, entre outras. Apesar disso, continuamos vendo em dados e estatísticas os mesmos resultados. Precisamos ir além para não vermos mais isso se repetindo”, analisa.

A edição de 2012 do Mapa da Violência: ‘A cor dos homicídios no Brasil’ desenvolvido pelo Centro Brasileiro de Estudos Latino-Americanos, Secretaria de Políticas de promoção de Igualdade Racial e a Flacso Brasil mostra que este índice está aumentando ao passar das décadas. A pesquisa mostra que entre 2002 e 2010, segundo os registros do Sistema de Informações de Mortalidade (SIM), morreram no país 272.422 cidadãos negros, com uma média de 30.269 assassinatos ao ano. Além disso, destaca ainda o ano de 2010 como o mais crítico, por ter um somatório de 34.983 mortes por essa causa.

“Várias pesquisas há muito tempo têm mostrado que as vítimas são preferencial jovens, negros e solteiros. No estudo realizado pela LAV-UERJ em parcerias com as outras instituições, é possível perceber que os adolescentes negros têm quase três vezes mais chances de serem vítimas de homicídio do que os jovens brancos da mesma faixa etária”, explica o pesquisador Doriam Borges. E completa: “Vivemos em uma sociedade socialmente e racialmente desigual. E elas têm uma relação muito forte. Não é que os negros deveriam ser mais vítimas, mas, por conta de toda essa desigualdade social, eles continuam sendo vítimas porque já são vítimas de tantas outras violências há muito tempo”.

Violência e políticas públicas:

O relatório do Sistema de Vigilância de Violências e Acidentes (Viva SUS), a ser divulgado no início deste ano, mostra que os indivíduos do sexo masculino representaram a maior proporção dentre os atendimentos de casos de violência realizados pelo SUS, totalizando 71,1%. Além disso, ele estratifica, evidenciado que a faixa etária de 20 a 30 anos concentra 34,8% deste montante; e os atendimentos envolvendo pessoas com cor da pele parda e preta são de 51,4% e 17,8%, respectivamente.

Deborah Malta, coordenadora de Vigilância de Doenças e Agravos Não Transmissíveis do Ministério da Saúde, explica que o Ministério tem feito diversas estratégias para dar suporte à implementação de políticas públicas nessa área. “Enquanto política setorial, temos reportado as ações sobre mortalidade, apoiando os estados para que desenvolvam projetos específicos de prevenção, proteção e vigilância. Além disso, o Ministério da Saúde vem desenvolvendo projetos de capacitação de equipes de saúde em relação a acidentes e violência e ao trabalho de notificação de vítimas de violência. Mas, como a compreensão deste tipo de violência está muito relacionada a um conjunto de questões sociais, muitas vezes extrapola a capacidade de intervenção e de dar respostas do setor de saúde”, explica.

No entanto, Paulo Ramos critica a falta de políticas públicas, especialmente de saúde, focadas nesta população negra. “Hoje o Ministério da Saúde desenvolve ações para as mulheres, que acabam atendendo às necessidades das jovens negras, mas políticas especificamente para os homens não existem”, analisa.

Doriam Borges concorda que as políticas públicas existentes hoje são muito abrangentes e que precisam ser mais focalizadas a públicos específicos. “É preciso em primeiro lugar uma política séria de desarmamento. A chance de os jovens morrerem por arma de fogo é muito maior do que por outros meios. Além disso, é importante que se criem políticas específicas de prevenção e redução de homicídios contra adolescentes e jovens, que é o público alvo. Não temos políticas específicas de violência letal. Temos algumas políticas mais abrangentes, como as de segurança pública, mas, muitas vezes, as políticas públicas de segurança acabam sendo mais reativas, e nós precisamos de políticas preventivas na área de letalidade de juventude”, comenta. De acordo com a pesquisa do IHA, o risco de morte com arma de fogo entre adolescentes é seis vezes maior do que por outros meios.

Como forma de orientar políticas públicas mais específicas, as instituições responsáveis pelo IHA também criaram o Guia Municipal de Prevenção da Violência Letal contra Adolescentes e Jovens com intuito de proporcionar uma metodologia de orientação aos gestores municipais na elaboração de políticas públicas voltadas para a redução da violência desta faixa etária. “Nesse guia, damos algumas orientações sobre como os gestores podem desenvolver políticas públicas. Cada cidade precisa de políticas específicas para suas realidades”, aponta Doriam.

FONTE: Escola Politécnica de Saúde Joaquim Venâncio (EPSJV/Fiocruz) / Revista Fórum.
Por, Viviane Tavares.

terça-feira, 22 de janeiro de 2013

Nação Hip Hop Brasil Celebra 8 Anos com CD Coletânea.


Em Celebração ao aniversário de 08 anos da Nação Hip Hop Brasil, os principais grupos e artistas de nossa gloriosa entidade se juntam em um CD Coletânea para mostrar nossa diversidade e riqueza musical. 10 Estados, 27 Artistas, 32 Musicas, numa galeria musical com os mais diversos temas e vozes que vão ecoar pelas periferias do Brasil. O CD também conta com a participação especial de vários ícones do Rap Nacional como; Face da Morte, Inquérito, DMN, Zé Brown, Ordem Própria e Renegado.

Quero ver você curtir, compartilhar, comentar, baixar e reproduzir o canto destes manos e minas que irão ecoar e convocar nosso povo a viver, sorrir, se organizar e lutar, cada um a sua maneira seja através do Break, do Graffiti, do DJ ou MC, cada qual com suas armas e armaduras.

Salve Nação! Vida Longa ao Hip Hop!

Faça o download da coletânea aqui.

FONTE: Nação Hip Hop Brasil

Nota Oficial de Celebração ao Aniversário de 08 Anos da Nação Hip Hop Brasil.


Saudações Hip Hopper’s Manos e Minas da Nação Hip Hop!

A Nação Hip Hop Brasil está completando 08 anos de historia, com muita alegria e orgulho, hoje temos atuação e núcleos organizados em 12 Estados da Federação e Distrito Federal, além de amigos e parceiros da entidade por todo território Nacional. Por isso, com muita alegria e orgulho de fazer parte desta gloriosa entidade, quero aqui registrar um imenso agradecimento a todos que contribuíram de forma direta ou indireta para que numa batalha diária, mas com muito empenho e dedicação, fizessem com que nossa entidade chegasse a esta celebre data.

Somos os manos e minas que pelos guetos e vielas das periferias brasileiras, lutam para que nossa voz seja ouvida, e que o futuro de nossa juventude seja traçado a favor daqueles que por anos derramaram seu suor e sangue para construir a riqueza deste país continental.

Ainda temos um grande caminho a trilhar, e sabemos que a vitoria vira da luta, da sabedoria e do conhecimento que iremos adquirir e socializar, por isso, quero ver você curtir, compartilhar, comentar, baixar e reproduzir o canto destes manos e minas que irão ecoar e convocar nosso povo a viver, sorrir, se organizar e lutar, cada um a sua maneira seja através do Break, do Graffiti, do DJ ou MC, cada qual com suas armas e armaduras.

Vamos assumir o comando ZÉ! Com nossa ORDEM PRÓPRIA, se preciso for faremos um INQUÉRITO, pro povo não ser a FACE DA MORTE, e que D.e M.ais N.ada, nosso direito seja RENEGADO.

Só assim teremos 1 DI NOIZ na mesa de decisão, para nos afastar da MISÉRIA, faremos uma CONEXÃO do ALTO VERA CRUZ até HAVANA, iremos ecoar nossa voz PRO REBENTO DOS FALANTES, ai eu QUERO VER! Demorô! VEM KUM NOIZZ! Por que juntos, somos fortes! UMA SÓ NAÇÃO.

Salve Nação! Vida Longa ao Hip Hop!

Por: Beto Teoria, presidente da Nação Hip Hop Brasil.
FONTE: Nação Hip Hop Brasil.

Estudantes Cobram a Eduardo Aplicação de 100% dos Lucros dos Royalties do Petróleo na Educação.

Nesta terça-feira (22), durante a abertura da Bienal da UNE, na Praça do Carmo, em Olinda, os integrantes da União Brasileira de Estudantes Secundaristas (UBES) e da UNE entregarão uma carta ao governador Eduardo Campos (PSB), que prestigiará o evento, reivindicando que 100% dos lucros dos royalties do petróleo do Estado sejam destinados a investimentos em educação. Embora a divisão igualitária dos royalties ainda esteja em discussão no Congresso Nacional, a expectativa do movimento é de que o governador abrace a causa em prol da qualidade do ensino no Estado.

"Para nós do movimento estudantil secundarista, essa conquista marcaria o aniversário de 65 de história da UBES com uma grande vitória para os estudante de Pernambuco e um grande exemplo para ser seguido por governadores de todo o Brasil", diz a presidente da UBES, Manuela Braga. A solicitação foi feita ao governador Eduardo Campos em 2011 e estudantes esperam uma resposta positiva.

FONTE: Blog do Jamildo

quinta-feira, 17 de janeiro de 2013

PRONATEC: Uma Agenda Importante Para os Estudantes e Trabalhadores.


Na égide da atual quadra de desenvolvimento social e econômico que o país se encontra, os movimentos sociais devem se fazer cada vez mais presentes nas mobilizações e nas lutas populares, a fim de que suas opiniões se fortaleçam frente a disputa política com os setores mais conservadores e que suas demandas se incorporem integralmente na agenda pública do Estado brasileiro. Para isso, é preciso uma organização e um empoderamento maior da militância e das lideranças políticas para que a condução desse desenvolvimento traga frutos satisfatórios para o povo brasileiro.

E dentro da agenda dos trabalhadores e dos estudantes, encontramos uma potencial ferramenta para a construção de uma nova relação de trabalho e para a melhoria do ensino médio do país, o Pronatec. Programa que foi sancionado pela presidenta Dilma Roussef em outubro de 2011 e tem a meta ousada de formar 8 milhões de brasileiros até 2014.

O Programa Nacional de Acesso ao Ensino Técnico e Emprego se configura como um conjunto de ações voltadas a educação profissional com o intuito de expandir, interiorizar e democratizar a oferta de cursos técnicos e profissionalizante para estudantes de nível médio e também para os trabalhadores. Segundo o ex-ministro da educação, Fernando Haddad, o Pronatec será um programa do governo que vai ficar para a história do país. Em um de seus discursos, Dilma Roussef proferiu as seguintes palavras: "somos um país que precisa de universitários e pós-graduados, mas que também precisa muito do ensino profissionalizante. E o Pronatec é uma das ferramentas essenciais para o desenvolvimento do Brasil".

De fato, não há como discordar que o Pronatec vai trazer grandes oportunidades para a população, além de desenvolver as redes federais de educação profissional e tecnológica, o Sistema S, as redes privadas e as redes estaduais de educação do país. Contudo, também é oportuno debater o programa, tendo em vista a verdadeira complexidade que a sua concepção exige, pois além do ensejo da formação profissional voltada a milhões de brasileiros, é fundamental entender que os objetivos dos estudantes e dos trabalhadores em relação ao programa em muitos casos são divergentes dos almejados pelos empresários que ofertam as vagas de trabalho.

Em outro momento, a presidenta ressaltou que o Pronatec se configura como um esforço do governo para qualificar os jovens e os trabalhadores do país, aumentar a competitividade das empresas e melhorar os salários dos trabalhadores. Já Paulo Tigre, vice-presidente da Confederação Nacional da Indústria (CNI) afirmou que o programa é extremamente oportuno, pois aponta soluções para as necessidades de mão de obra qualificada para o Brasil, impulsionando a rede de atendimento de educação profissional.

Ora, sabemos que o histórico da formação profissional no país tem suas raízes fincadas principalmente no setor privado, haja vista o sistema S (Sesi, Senai, Senac, Sesc), além disso, temos a compreensão que os princípios desse mercado de trabalho é imposto pela ótica do capital e que é alicerçado na exploração, na competitividade e no individualismo. Diante disso é pertinente o seguinte questionamento: Será que ao investir o dinheiro público nas instituições privadas que oferecem os cursos é contribuir para uma melhoria no mundo do trabalho ou somente estamos alimentando as necessidades do setor produtivo?

Acredito que o nosso desenvolvimento não precisa apenas de uma indústria forte e competitiva para garantir o crescimento econômico, necessitamos também do fortalecimento das relações de trabalho que valorize o trabalhador, que respeite e amplie os seus direitos. Para formar uma mão de obra qualificada e atingir o pleno emprego é necessário pensarmos no processo e nos valores educacionais como um todo. Acredito que democratizar o ensino técnico apenas para formar trabalhadores alienados e submissos não é a solução que o sindicalismo nem o movimento estudantil defende.

Diante de tal reflexão, precisamos reafirmar a força e o protagonismo dos estudantes e dos trabalhadores para suprir algumas lacunas existentes no Pronatec e fazê-lo uma ferramenta em função do desenvolvimento. Não podemos deixar que o sistema S (principal beneficiado) torne-se o maior responsável pelo ensino técnico e profissionalizante do país, pois isso é injetar verba pública no setor privado e vai na contramão da decisões construídas pela CONAE. Também é fundamental definir critérios mais objetivos para avaliar a qualidade do ensino prestado pelas instituições de ensino (principalmente no Sistema S que é isento de qualquer avaliação) e que seja incluído nas matrizes curriculares dos cursos, disciplinas voltadas a uma educação mais humanista e menos mecanizada. Deixar o Sistema S e outras instituições privadas como que quase exclusivamente responsáveis pela educação profissional é criar um intenso comércio de matrículas que somente vai gerar números por parte do governo e maior serventia ao mercado. Por isso que as demandas apresentadas devem ser defendidas pelo conjunto das categorias de trabalhadores e dos estudantes a fim de se fortalecer o Pronatec como um programa voltado às necessidades sociais do país evitando que o mesmo se torne um mero programa privatista de educação dotados de fins pragmáticos e limitados às necessidades mercadológicas.