quinta-feira, 18 de fevereiro de 2010

Coluna: O Presidente Responde - 02/02/2010

O Presidente Responde
Coluna semanal do presidente Lula
Fonte: http://www.imprensa.planalto.gov.br/



Pedro Campos, 50 anos, empresário de Natal (RN) – Até quando o sr. pretende manter o incentivo da redução do IPI para as indústrias, especialmente eletrodomésticos? Qual a base para definir o prazo?

Presidente Lula – Quero reafirmar o acerto da nossa decisão de desonerar os setores mais sensíveis aos efeitos da crise. Fomos um dos últimos países a entrar na crise e um dos primeiros a sair. E fechamos 2009 com a criação de quase 1 milhão de novos empregos com carteira assinada, enquanto vários países reduziram postos de trabalho. Os incentivos tributários, incluindo seus prazos de vigência, foram definidos a partir de negociações com a indústria e sempre com o compromisso da manutenção dos empregos. No caso dos eletrodomésticos, a redução do IPI, que teve início em abril de 2009, terminou no último domingo. O crescimento das vendas mostra que a medida foi determinante para o fortalecimento do setor. Para bens de capital, a redução estará em vigor até 30 de junho. No caso dos automóveis, a redução do benefício será gradual e termina no final de março. Na semana passada, considerando os sinais claros de recuperação da economia, decidimos não renovar mais as reduções de IPI, uma vez que os nossos objetivos foram alcançados.

Vânia Conceição da Silva Santos, 64 anos, dona de casa de Serra (ES) – Por que uma dona de casa como eu, que trabalhou a vida toda no lar, nunca teve carteira assinada e não consegue se aposentar como dona de casa?

Presidente Lula – Há uma Proposta de Emenda Constitucional tramitando no Congresso que prevê aposentadoria a partir dos 60 anos para donas de casa com renda familiar de até dois salários mínimos. Como não é exigida contribuição, há o risco de desequilíbrio nas contas da Previdência. A regulamentação da Emenda Constitucional nº 47, em 2006, no entanto, já prevê a inclusão previdenciária das donas de casa de baixa renda por meio de contribuições percentuais menores (11% do salário mínimo) do que as fixadas para os trabalhadores em geral. As donas de casa inscritas no Plano Simplificado de Inclusão Previdenciária têm direito ao salário-maternidade, após dez meses de contribuição; a auxílio-doença e aposentadoria por invalidez, após 12 meses; e direito à aposentadoria por idade, no valor de um salário mínimo, após 180 contribuições. Já as donas de casa que não contribuíram, e cuja renda familiar por pessoa é inferior a um quarto do salário mínimo, têm direito ao Benefício Assistencial da Lei Orgânica de Assistência Social, ao completar 65 anos, também no valor de um salário mínimo.

Wallace de Melo Gonçalves Barbosa, 22 anos, professor de Olinda (PE) – Em seu governo, o debate em torno das Políticas Públicas de Juventude cresceu de forma bastante considerável. O que se pode fazer para cristalizar o interesse do jovem por política?

Presidente Lula – Nós temos dado atenção especial à juventude. Criamos a Secretaria Nacional de Juventude e promovemos a I Conferência Nacional de Juventude, que resultou num conjunto de prioridades estabelecidas pelos próprios jovens, que, aliás, têm sido presença marcante nas 60 conferências que realizamos desde 2003 sobre vários temas. Os estímulos à atuação política não partem só do governo, mas de várias instituições, como os partidos políticos, e se dá através de um canal importantíssimo, a internet. Essa participação acontece nos espaços governamentais e naqueles criados pela sociedade. Até porque, a função da juventude é cobrar. Nosso governo tem trabalhado para inserir cada vez mais jovens nesse debate. Por isso, nossos programas são voltados para aqueles que estão fora da escola e do mercado de trabalho. Cito dois exemplos: o ProUni, pelo qual criamos os meios para que 596 mil jovens de baixa renda cursem faculdade; e o Projovem, que garante a mais de 1 milhão de alunos carentes do ensino fundamental a participação em cursos de qualificação profissional e inclusão digital.

Coluna: O Presidente Responde - 27/10/2009 à 26/01/2010

Coletivo Acorda - 2010.


Como reza a tradição brasileira, o ano novo começa, após o carnaval . E assim que nós que fazemos parte do Coletivo ACORDA vamos iniciar os nossos trabalhos nesse ano tão importante para a conjuntura política brasileira.


Propostas:

1 Ampliação de parcerias com o Movimentos HipHop.

2 Abordagem envolvendo a temática da Educação Ambiental.

3 Continuidade do projeto: política, Juventude e Desenvolvimento Cultural.

4 Parceria com o Centro Cultural e Multicultural Miguel Arraes de Alencar - CEMMA.

5 Parceria junto a União das Associações e Conselhos Comunitários de Olinda - UNACOMO.

6 Parceria junto a União da Juventude Socialista - UJS.


Então Vamos a Luta!!

sexta-feira, 16 de outubro de 2009

Projeto: Política, Juventude e Desenvolvimento Social - Relatório 03: Casa de Passagem.


Por meio da parceria com a Casa de Passagem, ocorreu no último dia 13/10/2009 mais uma oficina do Projeto: Política, Juventude e Desenvolvimento Social. Contando com a participação de jovens oriundos de diversas comunidades da Região Metropolitana do Recife.

Coluna: O Presidente Responde - 13/10/2009

O Presidente Responde
Coluna semanal do presidente Lula
Fonte: http://www.imprensa.planalto.gov.br/



Ricardo Ribamar Ribeiro, da comunidade de hansenianos da Colônia do Prata em Marituba (PA) – Ao parabenizá-lo por conceder uma pensão especial aos hansenianos, aproveito para solicitar maior agilidade na análise dos processos, já que há muitos hansenianos falecendo sem ter o prazer de desfrutar deste benefício.

Presidente Lula – Nós estamos reparando uma injustiça histórica. Desde 1930, por força de lei, as pessoas atingidas pela hanseníase eram internadas e isoladas compulsoriamente pelo Estado em hospitais-colônias. Mesmo com a revogação da lei, em 1976, a situação continuou informalmente até 1986. As condições eram de horror, como se ainda estivéssemos na Idade Média. Eu visitei várias colônias e mantive contato direto com esses homens e mulheres. É preciso acabar com a discriminação – a doença tem cura e as pessoas podem interagir com os doentes em tratamento. Em 2007, criamos uma pensão especial – no valor de R$ 752,00 – para os que foram internados à força até 1986. Nós e o próprio Movimento de Reintegração das Pessoas Atingidas pela Hanseníase (Morhan) estimamos que receberíamos 4 mil pedidos. Mas o número chegou a 10 mil. Do total de requerimentos, 3.415 já foram aprovados e 293, indeferidos. No final de 2008, nós aumentamos o número de relatores para que todos os requerimentos sejam analisados até dezembro de 2010.

José Ismael de Aguiar, 55 anos, desempregado de Abreu e Lima (PE) – A lei de Anistia criada pelo ex-presidente Itamar Franco dava como certa aos trabalhadores a volta às empresas federais e estatais. Nós, funcionários dos Correios, estamos aguardando. Quando esses anistiados serão chamados?

Presidente Lula – A Lei a que você se refere objetiva reincorporar os demitidos em função da reforma administrativa do governo Collor. Mesmo a Lei tendo sido aprovada em 1994, a quase totalidade dos casos está sendo resolvida em nosso governo. Dos 1.114 pedidos recebidos de ex-empregados dos Correios, a Comissão Interministerial já anistiou 342 e homologou 420, que dependem agora de aprovação pelo Departamento Jurídico do Ministério do Planejamento. O total de ex-servidores federais, que entraram com requerimento, chega a 13 mil. Deste total, 6.778 pedidos já foram deferidos e 4.838 ex-funcionários reincorporados. Houve 1.762 pedidos indeferidos por várias razões, entre as quais, a demissão ter sido efetuada a pedido ou desligamento pelo Programa de Demissão Voluntária. A reincorporação dos anistiados depende de vários fatores, tais como a disponibilidade orçamentária do órgão e achar colocação para quem servia em órgão extinto. Já determinei que a análise de todos os casos seja concluída o mais rapidamente possível.

Francesco Marcolin, 56 anos, comerciante de Santo André (SP) – Com a promulgação da Lei do Aprendiz, o menor entre 14 a 16 anos, só pode trabalhar como aprendiz. Mas é necessário estar cursando a 8ª série. Não seria melhor incentivar as empresas a admitirem esses garotos e colocá-los em escolas, antes que os traficantes os admitam como "soldados do tráfico”?

Presidente Lula – A Lei da Aprendizagem, de 2000, representa um grande avanço para os jovens da faixa etária entre 14 e 24 anos. Para começar, não há a exigência de estar cursando a 8ª série. O que a lei exige é que seja comprovada a freqüência à escola, em qualquer série, para aqueles que ainda não concluíram o ensino fundamental. Há a garantia de renda e de formação profissional, sem comprometer os estudos e o desenvolvimento como pessoa. Quando regulamentamos a lei, em 2005, determinamos que todas as empresas de médio e grande porte contratem aprendizes na proporção de 5%, no mínimo, e 15%, no máximo, do seu quadro de funcionários cujas funções exijam formação profissional. É uma oportunidade excepcional para um número de jovens entre 650 mil e dois milhões, que encontram dificuldades para entrar no mercado de trabalho formal.

terça-feira, 6 de outubro de 2009

Coluna: O Presidente Responde - 06/10/2009

O Presidente Responde
Coluna semanal do presidente Lula
Fonte: http://www.imprensa.planalto.gov.br/


Lamarck do Vale Oliveira, 19 anos, estudante de Sobral (CE) – Presidente, em que pontos o Bolsa Família exerce influência na educação?

Presidente Lula – A influência do Bolsa Família na educação é inquestionável. O programa beneficia 12 milhões de famílias com renda de até R$ 140,00 por pessoa. As condições para o recebimento dos benefícios, que variam de R$ 22,00 a R$ 200,00, são os cuidados com a saúde e a comprovação de frequência escolar dos filhos. Mais bem alimentados e com mais cuidados médicos, 17,1 milhões de crianças e jovens apresentam rendimento escolar muito mais expressivo. De acordo com dados do Cedeplar e IBGE, o índice de frequência escolar dos alunos de 7 a 14 anos atendidos pelo Bolsa Família é 3,6 pontos percentuais superior ao índice dos não beneficiários. A PNAD revela outro dado importante: o índice de adolescentes de 15 a 17 anos fora da escola caiu de 18,8%, em 2007, para 15%, em 2008. Agora, temos mais uma ação educacional no Bolsa Família. É o programa Próximo Passo, que visa abrir 172,5 mil vagas de qualificação profissional nas áreas de Turismo e Construção Civil. Trinta e quatro mil beneficiários já estão em sala de aula.

João Batista de Barros, 42, engenheiro de produtos de Manaus (AM) – Na juventude, fiz três cursos no Senai, inclusive o de torneiro mecânico. Hoje, sou engenheiro. Por que foram extintos os cursos técnicos do Senai para menores de 14 anos? Eles poderiam aprender uma profissão, paralelamente ao ensino fundamental.

Presidente Lula – Quero dizer que tenho muito orgulho de ter feito, como você, o curso de torneiro mecânico no Senai. Foi essa escola que me deu régua e compasso para traçar a minha trajetória de vida. Dou tanto valor ao ensino profissional que em meu governo estou construindo 214 escolas técnicas em todo o país, enquanto em mais de 90 anos tinham sido construídas apenas 140. Em relação ao Senai, não há qualquer restrição para o ingresso em cursos técnicos de nível médio de alunos com menos de 14 anos. O que há é a exigência de conclusão do ensino fundamental, o que se dá por volta dessa idade. Tanto não existe impedimento que há alguns alunos matriculados em cursos técnicos com 13 anos. É compreensível a exigência, uma vez que precisamos cumprir as etapas respectivas. Da mesma forma, para se fazer curso superior é preciso concluir o ensino médio. Quando entrei no Senai para fazer o curso de torneiro mecânico, eu tinha exatamente 14 anos – foi a melhor coisa que fiz na vida e no momento certo.

João Carlos, 23 anos, estudante de Goiânia (GO) – O IPI sobre veículos e eletrodomésticos da linha branca foi reduzido. Mas não há fiscalização. Os preços continuaram os mesmos e alguns até aumentaram. A ganância empresarial e o domínio financeiro sobre os órgãos públicos e seus fiscais é muito grande.

Presidente Lula – A desoneração não só provocou queda dos preços como foi um dos fatores que contribuíram para que o nosso País se tornasse um dos primeiros a sair da crise. A prova disso foram os aumentos expressivos das vendas. Um ou outro comerciante pode não ter reduzido preços, mas aí perdeu clientes para os concorrentes. Quem quis embolsar o valor da redução do IPI, acabou no prejuízo. Em plena turbulência, o Brasil foi o quinto país em número de carros vendidos. As vendas, de janeiro a setembro, superaram em 4,21% as do mesmo período do ano passado. Em setembro, as vendas de carros populares bateram o recorde histórico mensal: 309 mil unidades, 15% a mais do que no mesmo mês de 2008. Quanto aos produtos da linha branca, houve crescimento das vendas no varejo de até 30%. Alguns modelos de máquinas de lavar e de geladeiras chegaram a faltar nas lojas. As vendas de computadores devem fechar o segundo trimestre em 2,6 milhões de unidades, número que se equipara ao do primeiro trimestre do ano passado, bem antes da chegada da crise financeira.

Projeto: Política, Juventude e Desenvolvimento Social - Relatório 02 - Escola Municipal Gregório Bezerra



No dia 03/10/2009 houve a segunda oficina do Projeto: Política, Juventude e Desenvolvimento Social. O local contemplado foi a Escola Municipal Gregório Bezerra, localizada no bairro de Jardim Atlântico em Olinda.
Tivemos a presença de convidados como:

Fernando - Representando a Posse Alternativa de Rio Doce - PARDO.
Roberto - Representando a Coordenadoria de Juventude de Olinda.
Beto, Jesus e Mônica - Representando a União da Juventude Socialista - UJS.
Dorinha - Responsável pelo projeto Escola Aberta que acontece todos os finais de semana na própria escola.

Os trabalhos foram bastante positivo, não somente pela realização da oficina, mas foi notório a preocupação que os participantes manifestaram em relação as condições físicas da sede da Escola Gregório Bezerra.

Tal preocupação foi traduzida por meio das propostas apresentadas pelos participantes que defendiam ao longo de suas intervenções o brilhante papel social que a escola tem no que diz respeito a formação cidadã dos estudantes da comunidade.

Além de tal preocupação, a temática das Drogas foram bastante problematizadas pelos participantes, principalmente as consequências destrutivas de diversas substâncias sobre a juventude local.