terça-feira, 2 de novembro de 2010

CEJU tem inscrição confirmada no Seminário sobre Juventudes promovido pela UFPE.

A Organização do Seminário sobre Juventudes, Democracia, Direitos Humanos e Cidadania promovido pela Universidade Federal de Pernambuco - UFPE confirmou a inscrição para a participação de integrantes do Centro de Juventude: Desenvolvimento e Cidadania.

Será um importante evento que irá trabalhar sobre a problemática juvenil no contexto local e nacional, além de contar com a presença de várias outras instituições sociais que atuam com diversas atividades relacionadas aos jovens.

sábado, 30 de outubro de 2010

Programa Sobre Juventudes, Democracia, Direitos Humanos e Cidadania da UFPE

Otávio Luiz Machado*

Ao falarmos de um Programa que conseguiu um alto grau de institucionalidade na UFPE, sem contar um reconhecimento extraordinário na sociedade pernambucana, também precisamos considerar que a criação de uma preocupação permanente com o tema das juventudes no interior de uma das mais importantes universidades públicas do País foi a principal conquista significativa do Programa.

A característica de um Programa institucionalizado e bem-sucedido foi possível, dentre outras, pela nossa capacidade de liderança da equipe, o que significa saber articular interesses de inúmeras pessoas aos objetivos dos projetos de pesquisa e extensão em desenvolvimento, construir redes de colaboração e de parcerias, canais de divulgação permanentes e produções de alto interesse público.

Outro aspecto a ressaltar é o da gestão pública, porque sem credibilidade, planejamento e eficiência na execução de projetos financiados com recursos públicos, o que se constrói são castelos de areia ou atividades que beneficiam a poucos e não atendam ao interesse maior da sociedade.

Não é por acaso que os projetos “Memória das Juventudes Pernambucanas” (Projeto de Extensão financiado pela Proex-UFPE), “Estudos Interdisciplinares sobre Juventude, Democracia, Direitos Humanos e Cidadania” (Projeto de Pesquisa financiado pela Propesq-UFPE) e “Aspectos da Memória das Juventudes Pernambucanas: Novas Configurações e Transmutações (1973-1985)” (Projeto de pesquisa financiado pelo CNPq) estão a cada dia mais conhecidos e reconhecidos, considerando que seu leque de atuação é ampliado e valorizado a cada dia.

Os eventos são os momentos cruciais para a apresentação dos resultados dos projetos, bem como a oportunidade de dialogar melhor com os pesquisadores, professores, estudantes, jovens, gestores públicos, etc.

No Seminário Nacional Juventudes, Democracia, Direitos Humanos e Cidadania (que acontece nos dias 11 e 12 de novembro na UFPE) também discutiremos as políticas públicas de juventude, o que a juventude fez e poderá fazer para a plenitude democrática, a formação profissional, as práticas educativas, a mídia e a cultura brasileira, desafios para a formação profissional, a violência, a produção acadêmica sobre juventude e tantos outros temas de interesse público.

A construção de um espaço de trabalho que interliga ensino, pesquisa e extensão é o grande mérito do Programa sobre as Juventudes Pernambucanas da UFPE, que não só desenvolve atividades para mobilizar setores significativos da sociedade pernambucana para a realização de atividades que permitam resgatar a história da juventude pernambucana, mas também promove pesquisas aprofundadas sobre as juventudes brasileiras.

Acreditamos quem saiu fortemente beneficiado das atividades foram os jovens, que encontram espaços, publicações e experiências repassadas nas nossas atividades. O que se espera é a presença maior dos jovens no nosso Seminário, principalmente na época de colheitas dos principais resultados dos nossos esforços.

Após o evento queremos iniciar a preparação de um curso de formação cidadã para os jovens pernambucanos, bem como buscar oportunidades de estágios (de seis meses ou de um ano) para os estudantes que trabalham conosco construindo as nossas atividades, que são oriundos dos cursos de Serviço Social, Ciência Política e História.

A ampliação do intercâmbio do nosso Programa com instituições nacionais e internacionais será um passo importante, ao considerarmos que ensinar e aprender é uma constante para aqueles que trabalham com as mais diversas juventudes.

Outro aspecto a ressaltar no nosso evento, que consideramos como algo do mais alto valor acadêmico ou educativo, trata-se da participação dos nossos estudantes na mediação das mesas e atividades, considerando que a responsabilidade de conduzir ou coordenar os trabalhos será um aprendizado importante e fundamental para sua socialização profissional.

Também não menos importante será a apresentação dos adolescentes do Centro de Atendimento Sócio-Educativo para Menor em Conflito com a Lei (CASE) – da cidade de Jaboatão dos Guararapes (PE) –, que poderá demonstrar o quanto os jovens precisam de chances na vida e de trabalhos inclusivos para que possam ser valorizados, reconhecidos e incentivados a contribuir decisivamente para a sociedade.

O convite para que todos possam participar da atividade é dado num momento importante do Programa Sobre Juventudes, Democracia, Direitos Humanos e Cidadania da UFPE, que promove uma série de atividades em prol da sociedade pernambucana e brasileira, focando nas juventudes e suas principais questões.

* Pesquisador e Coordenador do Programa Sobre Juventudes, Democracia, Direitos Humanos e Cidadania da UFPE



quinta-feira, 28 de outubro de 2010

Militância, Atitude e Ideologia nos Movimentos Juvenis.

Infelizmente ainda encontramos indivíduos e também, grupos sociais que nutrem concepções ideológicas, bastante, conservadoras a respeito da participação juvenil no debate político e social. E diante dessa realidade, temos na grande maioria dos casos, uma atribuição de significados pejorativos aos jovens e propagados de forma generalizada, contribuindo para a concretização de definições sobre a juventude, baseado em valores como: rebeldia, despolitização e inconsequência.

São concepções que detém uma forte ideologia excludente, marcadas pelo desprezo ao coletivismo e pela negação a qualquer forma de participação heterogênea que envolva novos atores sociais, como jovens, indígenas, mulheres e negros a qualquer tipo de debate. Isso é fruto de uma cultura política patriarcal e elitista.

Entretanto, graças as ações energicas de vários setores dos Movimentos Sociais, a conquista da democracia brasileira vem avançando cada vez mais, e favorecendo a ampla participação de novos sujeitos históricos, não somente no debate social, como também na interferência direta sobre a agenda pública da esfera política. E dentro dessa conjuntura que os diversos movimentos juvenis vem atuando de várias formas para romper com as politicas estreitas que menosprezam a juventude brasileira,e que corrompem essa importante parcela demográfica com uma sociedade alicerçada no consumo exarcebado e em um materialismo superficial.

Entretanto a luta por avanços na esfera social tem que ser efetivada, por meio de ações fundamentadas em argumentos politizados para que o "feitiço não vire contra o feiticeiro".É sobre essa questão que pretendo debater ao longo do texto. Sabemos que a construção de uma democracia ampla que permita a efetivação de um bem comum a todos os cidadãos, não é algo criado de forma instantânea, e sim, é um processo de conquistas e de avanços ininterruptos. E é na luta por novos direitos ou ampliação dos direitos ja existentes que o discurso tem que sempre se alinhar com uma ação cidadã de respeito a pluralidade de idéias.

A rebeldia política ligada aos movimentos políticos, tende a diminuir, a medida que tais movimentos avançam para uma maior institucionalidade. Tornando, ao contrário do que muitos pensam, suas ações muito mais complexas. São os antigos movimentos sociais que hoje não alimentam de forma constante, aquela efervecência militante que tanto era manifestada, desde a década de 60 até o final dos anos 90 do século passado. E isso é algo bom, pois mostra um maior amadurecimento dentro desses movimentos. A prova disso se encontra na atual relação entre o Estado e os Movimentos Sociais, seja em grandes conferências, em debates políticos e até em criação de novas leis. É dessa forma que a democracia vai se cristalizando.

É válido ressaltar que não defendo uma pacificação dos movimentos sociais, nem tampouco almejo defender concepçoes reacionárias, e sim, atuo em favor da evolução gradual desses movimentos, principalmente na esfera da juventude. Manifestações públicas são importantes e até mesmo necessária, no entanto formação política e ideológica também é fundamental. As conquistas que os movimentos protagonizados pela juventude brasileira nas diversas áreas como educação, cultura, lazer, esportes e cidadania foram relevantes, mas precisamos avançar mais. E esse passo para novos horizontes tem que ser efetivado pela boa relação entre a luta classista. a mobilização, a militância e a capacidade de negociação. Fatores esse que tem que ser protagonizado por todos e não por divisão específicas de tarefas.

Infelizmente muitos movimentos juvenis ainda insistem em manifestar um comportamento inconsequente e patrocinar atitudes que afetam a cidadania, como a depredação do patrimônio público, pichações em prédios tombados como patrimônios históricos, queima de pneus etc. Ações como essa oxigenam a luta classista, mas também favorecem a ampla propagação de concepções conservadoras sobre a juventude.

E justamente por isso que venho manifestar a minha opinião sobre a grande relevância que a formação política tem para os movimentos de juventude, uma vez que, ir para as ruas é muito importante para a vida orgânica de qualquer movimento, entretanto, ter argumentos bem fundamentados e saber construir uma relação institucional com a esfera pública é essêncial para uma se efetivar uma representação classista de qualidade.

O Movimento Passe Livre (Joinville) optou por adotar uma prática diferente no dia 26 de Outubro, dia nacional da luta pelo passe livre. Em vez do tradicional ato com passeatas pelas ruas centrais da cidade, o MPL realizou a exibição do documentário filmado em Florianópois "Impasse" (dirigido por Fernando Evangelista e Juliana Kroeger) em frente ao terminal central de ônibus.

Ações como essas, mostram como alguns movimentos passam a manifestar suas opiniões de forma mais diversificada, contribuindo para uma maior valorização dos Movimentos Sociais para a sociedade e para o Poder Público.





Pichações em Locais Públicos ou em Patrimônios Históricos são exemplos de ações que contribuem para que a visão conservadora sobre os movimentos sociais juvenis se propaguem em diversos meios de comunicação, dificultando cada vez mais a conquista de direitos ligados a juventude. E justamente para não resumir os movimentos juvenis a ações como essas que é fundamental um constante amadurecimento nas práticas e nos métodos aplicados, durante o decorrer da luta política.

Coluna: O Presidente Responde - 26/10/2010

O Presidente Responde
Coluna semanal do presidente Lula
Fonte: http://www.imprensa.planalto.gov.br/

Aliny Ujlaki Keller, 30 anos, professora de São Paulo (SP) – Por que não se cria, dentro dos municípios, quadro (definitivo) de “agentes de controles de vetores” para combater a dengue, tornando assim o trabalho mais fácil e com menos gastos? Além disso, será um incentivo para funcionários que ganham tão pouco.


Presidente Lula – Aliny, os agentes de controle de vetores, ou de zoonoses, que nós chamamos de Agentes de Controles de Endemias, já existem. Suas atividades, assim como dos Agentes Comunitários de Saúde, foram regulamentadas, em 2005, pela Lei 11.350. Esses profissionais são corresponsáveis pelo controle da dengue e trabalham de forma integrada e permanente, seguindo diretrizes do SUS. Muitas ações são comuns a ambos e outras são complementares. O governo federal repassa os recursos, mas quem faz as contratações, mediante concurso público, são os municípios e/ou estados. Em maio deste ano, o Ministério da Saúde editou uma portaria que cria incentivo financeiro para que os municípios incorporem os Agentes de Controle de Endemias às equipes do programa Saúde da Família, do qual já fazem parte os Agentes Comunitários de Saúde. O investimento total do governo neste incentivo é de R$ 25 milhões. A principal vantagem é a ação integrada e de forma territorializada – a mesma equipe fica responsável por uma única área, fazendo um trabalho mais completo e eficaz. Os salários são definidos pelos contratantes, ou seja, pelos gestores municipais e/ou estaduais.

Fiorindo Fracaro, 72 anos, aposentado de Erechim (RS) – O senhor não acha que é urgente uma reforma tributária no Brasil? O senhor não acha que o Brasil cresceria mais e haveria menos sonegação fiscal?

Presidente Lula – Eu acho fundamental a realização da Reforma Tributária. Tanto que em 2003, menos de quatro meses depois de tomar posse, fui ao Congresso juntamente com os 27 governadores para entregar uma proposta de reforma. Alguns itens foram aprovados, como o aumento do Fundo de Participação dos Municípios (FPM), que passou de 22,5% para 23,5% do total arrecadado do IPI e do IR, a divisão da Cide para estados e municípios e a criação do Super Simples para as micro e pequenas empresas. Mas parou por aí. Mais tarde, após nova rodada de debates com os partidos e líderes partidários, entidades sindicais nacionais, governadores e todos os segmentos empresariais, o Ministério da Fazenda encaminhou outra proposta ao Congresso e nos deixou muito confiantes. Em vão. A coisa também não andou e a razão é cada força política ter uma posição sobre o assunto, cada congressista, cada governador ter na cabeça uma reforma diferente. Nós fizemos tudo o que podíamos e o andamento agora depende dos parlamentares. Depois que deixar a Presidência, este é um assunto que eu quero tratar, através do meu partido e em parceira com outros partidos aliados.

Carlos Teixeira , 57 anos, comerciante de Pentecoste (CE) – Ouvi dizer que seriam criadas auto-escolas públicas, habilitando os mais carentes, que são a grande maioria nos pequenos municípios. Um programa como esse contribuirá para baixar os altos índices de acidentes e deixar o homem do campo apto a trabalhar dentro da legalidade. Existe a possibilidade?

Presidente Lula – Carlos, eu tenho a satisfação de informar a você que o Conselho Nacional de Trânsito (Contran), vinculado ao Ministério das Cidades, já editou uma resolução (nº 207, de outubro de 2006), estabelecendo critérios para o funcionamento de escolas públicas de trânsito. O objetivo é garantir a eficiência das escolas, contribuir para a segurança no trânsito e para estender a todos o direito de circular no espaço público. A escola pública deve promover, sobretudo, cursos, ações e projetos educativos para o exercício da cidadania no trânsito, incluindo a preocupação com o meio ambiente. A competência para a criação da escola pública é dos órgãos executivos de trânsito, no caso dos estados, os Departamentos Estaduais de Trânsito (Detrans). Os estados de Pernambuco e Ceará já criaram suas escolas. Concordo quanto à importância de atender os mais necessitados, até porque, em muitos casos, a Carteira Nacional de Habilitação pode ser a porta de entrada no mercado de trabalho.

sábado, 23 de outubro de 2010

Jovens Organizam Ato em Apoio a Candidata Dilma Roussef.



Durante a última década, o papel das organizações sociais que atuam diretamente com a juventude, teve um notável crescimento, no que diz respeito, a contribuição para debate sobre o projeto político nacional. Dessa maneira, a criação de conferências e planos de metas que tratam especificamente os jovens como foco principal, além dos própros conselhos de juventude são uma das principais consequências desse protagonismo político apresentado pela juventude brasileira.

As organizações de representação estudantil a nível nacional , como a UBES, UNE e ANPG a cada ano que passa, acumula mais responsabilidade em manter um discurso e uma atuação política bem definida, não somente a questões pertinentes a educação, mas também, para temas como: ciência e tecnologia, transportes públicos, acesso à cultura, mídia etc.

Além de tais entidades, outras organizações sociais como ONGs, OSCIPS, Centrais Sindicais, Associação e Conselhos de Moradores vem criando diretorias específicas para jovens (15 a 29 anos), contribuindo ainda mais para a participação juvenil nos assuntos de relevância política em todo país.

E diante essa realidade que as juventudes organizadas vem protagonizando um papel muito relevante para o processo eleitoral brasileiro. Em Pernambuco, por exemplo, vários movimentos de estudantes participaram de um grande ato político no centro do Recife, para  apoiar a candidata Dilma Roussef (PT) na disputa presidencial no 2º Turno.

São ações como essa que fortalece cada vez mais a concretização de políticas específicas para a juventude brasileira, favorecendo a ampliação das conquistas alcançadas pelos jovens, ao longo da história do Brasil, como também, a motivação para a criação de novos direitos ligados à juventude brasileira. Uma vez que, aquela visão conservadora sobre os jovens, ligados apenas a problemas, rebeldia e inconscequência, nao tem mais espaço na aual democracia brasileira, onde vários são os eleitores que comparecem aos seus locais de votação com 16 anos de idade, mesmo não sendo o seu voto obrigatório.

quarta-feira, 20 de outubro de 2010

Mesa sobre Juventude e Cibercultura movimenta a X JEPEX na UFRPE.

A fim de trazer à tona o debate sobre a inclusão digital, a cibercultura e a juventude rural, pesquisadores do Programa de Pós-Graduação em Extensão Rural e Desenvolvimento Local (Posmex-UFRPE) promovem, nesta quarta-feira (20/10), às 10h30, a mesa temática Juventude e Cibercultura. O evento integra a programação da X Jornada de Ensino, Pesquisa e Extensão (X Jepex), e será realizado na Sala 4 do Centro de Ensino de Graduação (Cegoe).

Durante a mesa-temática, docentes e discentes do programa, sob a coordenação da professora Maria Salett Tauk Santos, apresentarão dados acerca de pesquisa realizada junto a jovens da área rural do município de São João, no Agreste pernambucano, que foram capacitados pelo curso de inclusão digital do Instituto Agronômico de Pernambuco (IPA) IPA Conectado.

Os primeiros resultados – que já renderam materiais e artigos científicos cujos desdobramentos vêm sendo divulgados em congressos locais e nacionais – demonstram que os jovens, mesmo num contexto popular rural marcado por contingências, como as dificuldades de acesso à educação e ao trabalho formal, se apropriaram das novas tecnologias digitais para se comunicarem com seus pares e com o mundo.

Mais informações pelo telefone: 3320.6587.